I Encontro de Literatura Contemporânea:
Identidades, Militâncias e a Nova Consciência
Campina Grande-Paraíba
Data: 14 e 15 de Fevereiro de 2010
Horário: das 14 às 18 Horas
Local: CEDUC II (Centro de Educação)
PROGRAMAÇÃO
TURNO/DIA: TARDE (14/DOMINGO)
Palestra de Abertura:
A Literatura e a Nova Consciência
Palestrante: Maria Valéria Rezende (Escritora – PB)
Mediador: Janailson Macedo Luiz (Escritor – PB)
Mesa-Redonda:
A Literatura Contemporânea: Identidades e Militâncias
Antonio de Pádua (Escritor e Professor-PB)
Rosângela Melo (Professora – PB)
Bruno Gaudêncio (Escritor e Jornalista - PB)
Mediador: João Matias de Oliveira (Escritor – PB)
TURNO/DIA: TARDE (15/SEGUNDA)
Mesa-Redonda:
Literatura e Novas Mídias
Participantes: Ricardo Kelmer (Escritor e Roteirista-SP)
Antonio Mariano (Escritor e Jornalista - PB)
Astier Basílio (Escritor e Jornalista – PB)
Mediador: Janailson Macêdo Luiz (Escritor – PB)
Palestra Final:
Panorama da Literatura Brasileira no Século XXI
Palestrante: Rinaldo de Fernandes (Escritor e Professor – PB)
Mediador: Bruno Gaudêncio (Escritor - PB)
Organização:
Bruno Gaudêncio
Janailson Macedo Luiz
João Matias de Oliveira
NÚCLEO LITERÁRIO BLECAUTE
domingo, 31 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Saldão Literário na Livraria Cultura

A Livraria Cultura recebe, nesta quarta-feira (13/1), um saldão literário e o Recital Ponta de Estoque a partir das 19h. No evento, apresentam-se Pedro Américo Farias, Jomard Muniz de Brito, Delmo Montenegro, Vamberto Spinelli, Biagio Pecorelli, Vitória Gabrielle e Aldo Lins. Participam também os integrantes da coletânea Tudo aqui fora escrito, tudo fora escrito ali Wellington de Melo e Cristhiano Aguiar e o grupo Unicordel. Fecha a noite o Vozes Femininas, seguido de um bate papo no hall da livraria.
revista continente:
http://www.revistacontinente.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=4778%3Asaldao-literario&Itemid=70
sábado, 14 de novembro de 2009
video sobre o SEM LUGAR
Fui surpreendido recentemente com a notícia de que um amigo estava experimentando a criação de um curta que se propunha a ser uma adaptação livre de um dos poemas do Sem Lugar, o poema de abertura do livro. O trabalho foi terminado e tive acesso faz poucos dias a ele. O filme é de Gladson Galego, um talentoso ator de teatro sergipano que vive em João Pessoa, e que faz das suas no campo da produção áudio-visual. O filme articula, sob a temática do desamparo, do instável, do precário, um depoimento baseado numa história real, o poema em questão e a música Prece do Filho de Lucas Dourado, feita especialmente para o vídeo. Participa ainda da empreitada o poeta George Ardilles, em cena. A combinação me parece funcionar dentro das possibilidades técnicas de que se dispunha, mas o que me deixa entusiasmado é a possibilidade do diálogo que Galego propõe. Música, literatura, vídeo... se articulam criando um movimento tenso, onde se reconhecer enredado pode ser uma experiência de desconforto, do frágil, mas que não deixa, no entanto, de apelar ao escape, aos pontos de fuga (ainda que nublados).
Marcadores:
video - livre adaptação de poema do sem lugar
POEMA de MARINA TZVIETÁIEVA
Lágrimas de ira e de amor!
Olhos molhados, quanto!
Espanha em sangue!
Tchecoslováquia em pranto!
Montanha negra -
Toda a luz amputada!
É tempo - tempo - tempo
De devolver a Deus a entrada!
Eu me recuso a ser.
No asilo da não-gente
Me recuso a viver.
Com o lobo regente
Me recuso a uivar.
Com os tubarões do prado
Me recuso a nadar,
Dorso quebrado.
Ouvidos? Eu desprezo.
Meus olhos não têm uso.
Ao teu mundo sem senso
A resposta é - recuso
Poema de "Versos à Tchecoslováquia" (1939). Tradução de Augusto de Campos.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Poema de Antônio Mariano
A língua dos poetas
Língua era lã-
mina
aconchegante,
e explosiva,
conforme a boca.
Maleabilíssima
a língua do poeta:
tátil às vezes,
tática sempre.
In: Guarda Chuvas Esquecidos (Lamparina, 2005).
Língua era lã-
mina
aconchegante,
e explosiva,
conforme a boca.
Maleabilíssima
a língua do poeta:
tátil às vezes,
tática sempre.
In: Guarda Chuvas Esquecidos (Lamparina, 2005).
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Poema do SEM LUGAR
a todo segundo que valha
estamos
sem
risos
todos
os
riscos
pujantes
cacos
de
vidro
andantes
estamos
sem
risos
todos
os
riscos
pujantes
cacos
de
vidro
andantes
2 Poemas de Astier Basílio
edição do autor
para solha
a platéia é um vazio que não veio,
mas que vaia. escrever
é a única forma de se vingar.
para solha
a platéia é um vazio que não veio,
mas que vaia. escrever
é a única forma de se vingar.
...
rumo
o que sobra da escolha
será sempre contra ti
os pontos cardeais
em mal contato
In: Eu sou mais veneno que paisagem (CBJE, 2008)
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