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domingo, 7 de agosto de 2011

poema do sem lugar

EQUIPAMENTOS <

EM TERMOS CONCRETOS
POSSUI SOMENTE:

SUA CONSCIÊNCIA SÃ
SUA FAMÁRCIA DE LEXOTAN


intervensão em muro, sopocachi bajo, ciudad de La Paz I 2011


> o poema é do livro sem lugar (2007)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

poema do sem lugar

<
DE VEZ


lua em prumo de oceano raso
e uma maré de pernas
sem bússola

   abaixo

: santos que somos
  anjos que somos
  insanos
  demônios que somos
  apenas humanos


poema do meu livro Sem Lugar (2007)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

poema do Sem Lugar


pintura do equatoriano Oswaldo Guayasamín
 TAMBOR RUBOR


sob tanta carne vestido pêlos
soube
antevi por dentro
ultra-delicada cada apelo seu

tão gesto
de mão supercílios dentes
boca e outras brechas
ultra-delicadas frestas
entre carnes
molhadas rompendo
silenciosamente
sob vestido pêlos

terminados os apelos
entre pêlos
ficamos

ultra-delicada
mente

>poema do meu livro SEM LUGAR (2007).
abaixo uma tradução minha do poema para o espanhol

pintura do equatoriano Oswaldo Guayasamín


TAMBOR RUBOR


bajo tanta carne vestido pelos
supe
anteví por dentro
ultra-delicado cada reclamo suyo

tan gesto
de manos cejas dientes
boca y otras brechas
ultra-delicadas rendijas
entre carnes
mojadas rompiéndose
silenciosamente
bajo vestidos pelos


terminados los reclamos
entre pelos
quedamos

ultra-delicada
mente

domingo, 15 de maio de 2011

poema do SEM LUGAR


vamberto spinelli jr / la paz / 2011



















>SÃO TODOS


O HOMENAGEADO NÃO VEIO

SERIA DEUS?

DE QUALQUER FORMA
PODE ENTRAR,
SINTA-SE À VONTADE

A CASA
É RUA


vamberto spinelli jr / la paz / 2011



















[poema do SEM LUGAR/2007 e fotos de La Paz, calle Pando, 2011]

sábado, 26 de março de 2011

poemas do SEM LUGAR em espanhol



BALANCEO

supe de la piedra-revoco
que cayó en el medio de la sala
de la lámpara que se apagó

supe de las manos
en los muslos del clítoris
de un amor algo gris

supe del nuevo sofá azul
sentimental como todo sofá azul
de la parcelación
de las nuevas deudas

supe que ha subido en la vida
ahora es electricista
tiene carnet firmado

supe de los rasguños
en los calcañares
de la vena dilatada en la frente
del deseo de bares
y de la voluntad que tienes
de follar y morir

supe de la gravidez,
que ella será madre
sé de tu gravedad
de ser padre
y de la voluntad que tienes
de follar y morir



FETAJE

la gente y la ciudad
madre e hijo
y todavía más :
cemento y carne

útero de concreto y cría
en un constante devenir
ingeniería mutua de sí



ALOJAMIENTOS

amobló mi cuerpo
y se fue a vivir en la calle

las paredes pintadas así
no me agradan

tu vientre vacilante
todavía es mi cuarto
cuando sueño tu cama



CALDO DE CAÑA

cuando el cuerpo se transforma
en curva de hoz
en el cañaveral
(en el cañaveral)
la dulzura de la hoz
descama las córneas de mi cuerpo


traduções minhas, com revisão e comentários do amigo e também poeta Alejandro Canedo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

poema do sem lugar

quando se porta


eco
assusta
dentro

quando a
porta aberta
dá para
o silêncio



o poema é do Sem Lugar (2007) e a foto foi tirada em Sucre, "La Ciudad Blanca", quando estive por lá com Chá em dezembro último.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

POEMA do SEM LUGAR

FETAGEM




as gentes e a cidade
mãe e filho
e ainda mais :
cimento e carne

útero de concreto e cria
num constante devir
engenharia mútua de si

terça-feira, 10 de junho de 2008

POEMA do SEM LUGAR

foto: intervenção urbana, calle Jáen - La Paz














livre comércio
atados destinos

contabilidade matéria
sem somar intestinos



sábado, 15 de março de 2008

+ poema do SEM LUGAR

vulnerabilidade
progressiva





às vezes
tenho vontade
de explosão

: KAMIKAZE
que arde

mas o petardo
diz :

- covarde
não!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

POEMA do SEM LUGAR

foto de adriano batista
ALOJAMENTO

mobiliou meu corpo
e foi viver na rua

as paredes pintadas assim
não me agradam

teu ventre vacilante
ainda é meu quarto
quando sonho tua cama

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

POEMA do SEM LUGAR

TEXTURA




todo corpo
é uma super-superfície
lugar-centro-lugar

nada plano
plena pele densa

para se visitar
com calma
em valsa lenta

se safar

POEMA do SEM LUGAR

DESVÃO




todo merecer
de outra boca

ignóbil estopa que
limpa outra
leve tão rouca

sem vão,
um paiol de saliva

sem chão,
ambas:
a língua