[ sem máscara de ar ]
POEMA É SINTOMA
: VERTIGEM NA PELE-PALAVRA
: RESPIRAÇÃO CUTÂNEA QUANDO A PELE, PALAVRA
E TAMBÉM OUTRAS COISAS QUE SÃO OUTRAS
FEITAS DO MESMO E SEMPRE MESMO
GESTO-GOSTO INFLADO, ENFADO
texto meu, inédito e em processo.
POEMA É SINTOMA
: VERTIGEM NA PELE-PALAVRA
: RESPIRAÇÃO CUTÂNEA QUANDO A PELE, PALAVRA
E TAMBÉM OUTRAS COISAS QUE SÃO OUTRAS
FEITAS DO MESMO E SEMPRE MESMO
GESTO-GOSTO INFLADO, ENFADO
procuro no vão
pegar
no sono do sono sem sono
apagar
do sono no sono sem sono
procuro no vão
do sono
*
rondam fantasmas
lembranças lentes
resgates graves
do esquecimento:
rolam farrapos
detalhes frágeis
resquícios do dia
entraves lentos:
*
talvez razão na insônia
talvez insânia
A capital pernambucana sedia nesta semana o 9°Festival Recifense de Literatura – a Letra e a Voz. A proposta é discutir a questão da memória em gêneros e narrativas literárias. Os homenageados serão os escritores Lucila Nogueira e Marco Polo Guimarães. O evento, que é realizado pela prefeitura do Recife e segue até o próximo domingo (28), terá seminários, oficinas, debates, lançamentos, mostra de cinema, além da Festa do Livro.
O festival, que contará com a presença de nomes da literatura nacional como Julian Fucks (SP), Michel Laub (SP), Zé Paulo Cavalcanti (PE) e Joca Reiners Terron (SP), tem como destaque em sua programação o lançamento de livros dedicados aos homenageados da edição. O livro dedicado à obra de Lucila Nogueira – ‘Não demores tanto’ - reúne poemas de amor; já o de Marco Polo – ‘Oficina do Avesso’ - faz um apanhado do legado do autor, incluindo três poemas inéditos. Os lançamentos acontecem nesta terça-feira (23), no espaço Muda.
Para os amantes da poesia, o Festival Recifense de Literatura promove no sábado (27), na Livraria Cultura, um bate papo sobre poesia que contará com a participação dos poetas Wellington de Melo, Cida Pedrosa e Pedro Américo. Cada um deles recitará e comentará um texto que influenciou suas escritas.
FESTA DO LIVRO
A programação de lançamentos e exposições da Festa do Livro é uma oportunidade para conferir a produção editorial pernambucana, na literatura de cordel, publicações alternativas, além de prestigiar os livreiros já tradicionais do evento. No sábado e domingo, haverá programação infantil que inclui contações de histórias, cineminha e espaço de leitura, no Espaço Criança, que funcionará no térreo do Shopping Paço Alfândega
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zelma vargas, foto divulgaçao |
Zelma Vargas (Zeta) se auto interpreta desde el año 2004. En su primer disco llamado ZÖE (llena de vida) que fue grabado entre 2006 y 2008, se escuchan poemas de Mario Benedetti y Nicolás Guillén musicalizados con diversos instrumentos, algunos convencionales, otros tradicionales y otros que son más bien objetos sonoros. A pesar de ser pianista y no así guitarrista, Zelma encuentra en la guitarra de manera empírica, una gran compañera y herramienta de expresión; la explora así de diversas maneras, característica que se hace propia de su estética musical al igual que su voz que sale desde las entrañas con intensidad o delicadeza cuando así se requiere. Sus letras hablan de temas sociales, pasiones, experiencias personales y existenciales; escritas en versos, prosa y de manera experimental. Su única intención es comunicar su forma de ver y vivir la vida. Ama la música de Fernando Cabrera, Eduardo Mateo, Violeta Parra, Matilde Casazola, Café Tacuva, Revueltas y las músicas tradicionales indígenas entre otras de diversos estilos. Se autodefine como “auto-intérprete” porque a través de la música puede conocerse, reconocerse, y curarse de este hermoso pero insano mundo. Z. (SU OTRO YO). <
Na próxima sexta-feira, dia 12 de Agosto, às 19:30 horas, o escritor Bruno Gaudêncio lançará na cidade de Campina Grande, Paraíba, o livro Cântico Voraz do Precipício (Via Litterarum Editora, 68 pgs. 15 reais) no Centro de Cultura e Artes da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), antigo Museu Assis Chateaubriand, localizado ao lado do Terminal de Integração.
Natural de Campina Grande (PB), o escritor Bruno Gaudêncio em 2009 publicou a coletânea de poemas O Ofício de Engordar as Sombras (Sal da Terra). Seu nome vem destacando na atual literatura paraibana, graças a sua atuação junto aos Núcleos Literários Blecaute e Caixa Baixa (respectivamente de Campina Grande e João Pessoa) e pela co-edição da Revista Blecaute, juntamente com seus amigos Jãn Macedo e João Matias de Oliveira.
chá hoje faz 30 anos. nem acredito. nem ela acredita. não denuncia em nada o gesto da idade. só acredito nos quase 11 anos que estamos juntos. e no que virá. nada me comove mais do que chá. esse cuidado e desejo multiplicados diariamente. foram tantos poemas dedicados, mas infelizmente nenhum publicável. minha sorte diária: capturar pela sala, pelo quarto, pelo ordinário do dia, a displicência de sua força que pode ser bélica e é sempre delicada, seu contentamento mais preciso, seu ruído e cheiro, seu sorriso-gargalhada mais intenso e vivo. sua pedagogia de futuro infinito e raro. seu corpo descoberto no tato lento do desejo elétrico. chá quer o mundo calmo compartido, como casa cheia de amigos e familiares queridos. quer cães e outro bichos. jardins, jardins, jardins desde o começo. é meu continente sem tiranos, minha casa de alívios, vício e viço, e também precipício. antídoto pro meu jeito magro e combalido. e algo sempre mais. oxalá, logo também mãe, porque como gênio do gênero, não pode deixar de ser a possibilidade de outro início.